sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Carta aberta de: Aristides Alves, Adenor Gondim, Célia Aguiar e Maria Sampaio

para: Luciano Andrade*

Não possuímos nome registrado em cartório, INPI ou JUCEB. O nome está na memória dos que vivenciamos, dos que coletivamente construímos o trabalho FOTOBAHIA dentro do Grupo de Fotógrafos da Bahia. O nome está na memória dos que, mesmo de fora, participaram ou admiraram a FOTOBAHIA.

FOTOBAHIA remete à grupo coeso, misto de ensinamento e aprendizado. Misto quente!
Se nós que assinamos esta lembrança estivemos unidos por mais tempo em torno de/dentro do crescimento de uma idéia original de Aristides Alves, muitos colegas vivenciaram nossas reuniões, nossos ideais, realizações, exposições. Muitos ali nos formamos, crescemos juntos – continuamos ainda hoje a aprender, prontos nunca estaremos.

Como em todo Grupo, há os que passam como raios. Vapt-vupt. Sem presença continuada ou qualitativa nem participação em discussões e ações. Você, Luciano Andrade, foi um destes! Embora participante das exposições – participar das exposições FOTOBAHIA sempre deu status e registro no catálogo.

Quando você lançou um livro em parceria com Almir Bindilatti estranhamos o título PHOTOBAHIA (seja ph ou f, sempre fotobahia).

Hoje, um de nós (Maria Sampaio) recebeu e-mail delicado apresentando, já largado de seu parceiro do livro, seu novo trabalho individual e internáutico entregando ao mundo o portal comercial PHOTOBAHIA.

“Triste Bahia / Ó quão dessemelhante” (Gregorio de Mattos)

Sem saudosismo, mas com saudade de um tempo onde não se precisava referir a palavra ética porque ética era o normal do viver cotidiano.

Talvez sejamos remanescentes de uma geração envelhecida porém não envilecida.

Adenor Gondim, Aristides Alves, Célia Aguiar, Maria Guimarães Sampaio

Texto publicado no blog http://continhosparacaodormir.blogspot.com

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